
O fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de folga por semana) faz o turismo redesenhar operações às vésperas da temporada de verão, que costuma movimentar o setor. A nova legislação entra em vigor em meados de dezembro —mês inicial da estação de calor.
Parte dos hotéis, bares e restaurantes cogita contratar funcionários para compensar os impactos da medida. Isso tende a aumentar os custos para as empresas e pode gerar repasses para o consumidor, segundo representantes do setor.
Os empresários, contudo, avaliam que o impacto pode ser atenuado por mudanças em processos internos de gestão dos negócios.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego analisados pelo economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, sinalizam que a 6x1 é mais comum em atividades ligadas ao turismo do que em outros setores da economia brasileira.
Ao final de 2025, a escala alcançava cerca de 50% dos empregos formais em transporte aéreo (53,2%), alojamento (52%) e alimentação (47,1%).
Consultada sobre o fim da 6x1, a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) disse que não iria se manifestar.
HOTÉIS FALAM EM SIMPLIFICAR PROCESSOS
No caso dos hotéis, a mudança pode gerar uma simplificação de operações, avalia Lopes.
Segundo ele, a substituição de refeições à la carte por bufês é uma das medidas estudadas para diminuir a demanda por garçons.
Outra eventual ação é suspender a arrumação de quartos aos domingos, exceto em caso de entrada de hóspedes.
Publicidade
A simplificação dos processos, contudo, tende a ser mais difícil ou até inviável para hotéis de luxo. "Isso tem que ser estudado de acordo com a região, de acordo com o valor da diária. Não é simples", diz Lopes.