
São Raimundo Nonato chega às eleições de 2026 com uma situação que deveria provocar mais cobrança e menos discurso: problemas básicos continuam sem solução definitiva, enquanto novas promessas voltam a aparecer em período eleitoral.
A falta de água é o exemplo mais evidente. Em agosto, moradores da zona rural chegaram a ameaçar interditar a BR-324 após meses sem abastecimento. Na cidade, também houve relatos de bairros passando dias sem água.
E não é apenas a água.
Na saúde, uma vistoria realizada pelo Ministério Público em setembro encontrou pendências no Hospital Regional Senador Cândido Ferraz. Segundo o MPPI, a reforma e ampliação da unidade ainda estava em fase inicial, além de problemas envolvendo equipamentos e transporte de pacientes.
É diante dessa realidade que o eleitor vai escolher seus representantes.
E a pergunta precisa ser direta: se problemas essenciais continuam sem solução antes da eleição, por que a população deveria acreditar que serão resolvidos depois dela?
São Raimundo Nonato não precisa de mais promessas genéricas. Precisa saber quem vai fazer, o que será feito, quando será entregue e por que aquilo que já foi prometido ainda não aconteceu.
São Raimundo Nonato vai às urnas. Mas os problemas ficam.
E, depois que os votos forem contados, a população continuará querendo a mesma coisa: água na torneira, atendimento digno na saúde, energia funcionando e serviços públicos que não dependam de promessa eleitoral.