
Os municípios piauienses de Jurema e Fartura do Piauí estão entre os dez com menor participação do mercado de trabalho na composição da renda domiciliar em todo o Brasil. O levantamento revela um forte contraste entre as regiões do país: enquanto as cidades com maiores rendimentos estão concentradas no Sudeste e Sul, os menores índices estão integralmente no Nordeste.
De acordo com os dados, seis dos dez municípios com menores participações da renda do trabalho estão localizados no Piauí. São eles: Vera Mendes (23,0%), Jurema (24,8%), São Francisco do Piauí (25,8%), Pau D’Arco do Piauí (26,9%), Wall Ferraz (27,9%) e Fartura do Piauí (31,8%). O ranking é completado por Venha-Ver (RN), Manari (PE), Vieirópolis (PB) e Olho d’Água Grande (AL).
O levantamento também indica que o Piauí foi o estado com menor participação do trabalho na renda total das famílias, com apenas 64,3% provenientes dessa fonte, enquanto o Mato Grosso registrou o maior percentual, 84,5%.
Na outra ponta, os dez municípios com maiores participações do trabalho no rendimento domiciliar estão todos na região Centro-Oeste, sendo oito deles no Mato Grosso. Cidades como Querência (93,7%), Sapezal (93,5%), Primavera do Leste (92,9%) e Campo Novo do Parecis (92,8%) lideram o ranking, evidenciando a força do agronegócio e da geração de emprego formal na região.
O estudo ainda aponta as cidades com menores rendimentos médios do trabalho no país, lideradas por Cachoeira Grande (MA), onde os trabalhadores recebem, em média, R$ 759 mensais, seguida por Caraúbas do Piauí (R$ 788) e Betânia do Piauí (R$ 828).
Os números reforçam as desigualdades regionais e evidenciam os desafios econômicos e sociais enfrentados por municípios do semiárido nordestino, onde a dependência de programas sociais e a escassez de oportunidades formais de emprego ainda limitam o crescimento da renda proveniente do trabalho.
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