
Uma audiência pública no Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) analisou o relatório da Diretoria de Fiscalização de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (DFINFRA), que avaliou a situação da segurança viária no Piauí. O relatório deve ser julgado pelo TCE-PI até o final de 2026.
O levantamento foi realizado após auditorias do órgão com o objetivo de verificar se o estado vem cumprindo as metas de redução de mortes no trânsito, em conformidade com a pactuação nacional do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS) para o período entre 2020 e 2030. E não está!
O auditor de controle externo disse que os eixos analisados foram a ausência de habilitação de condutores, a municipalização dos órgãos de fiscalização de trânsito e o crescimento da frota de veículos.
O relatório analisou a relação entre a habilitação de condutores, a motorização (crescimento da frota) e a integração municipal ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT), por meio da atuação de órgãos municipais, que é diferente de outros estados do Nordeste.
A comparação regional aponta um dado preocupante: o Piauí apresenta uma mortalidade proporcionalmente maior em relação ao crescimento da frota, do que os demais estados do Nordeste, que mesmo aumentando o número de veículos, não houve tantas mortes.
Segundo Matheus de Sousa, isso ocorre porque as políticas públicas de segurança viária no Piauí se mostram mais frágeis.