
O presidente Lula já recebeu diversos apelos para que se pronuncie sobre o escândalo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Na terça (1), o ministro André Mendonça, relator do processo do Banco Master, suspendeu o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que revela as ligações de Moraes com Vorcaro.
A medida abriu uma crise no STF, que deve decidir nos próximos dias se abre ou não uma investigação sobre Moraes.
Lula até agora ficou em silêncio sobre o caso, enquanto os demais candidatos deram declarações pedindo que a investigação seja aberta. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista, pediu a renúncia de Moraes.
Integrantes da campanha de Lula discutiram o assunto internamente e concluíram que o melhor será Lula se pronunciar, na linha adotada em relação às investigações que atingem seu filho Fábio Luís Lula da Silva.
O presidente afirmou em diferentes entrevistas que Lulinha, como é conhecido, deve ser investigado e tem que provar a própria inocência.
Candidatos do PT a governos estaduais, ao Senado e à Câmara se pronunciaram nesta linha.
O ex-ministro Fernando Haddad (PT-SP) declarou que não há "amigos e inimigos" no caso e defendeu investigações.
"Sempre defendi e vou continuar defendendo que tudo seja passado a limpo, porque é muito grave o que aconteceu com o Brasil. Não é uma questão menor. Envolva quem envolver. Tem vários inquéritos abertos sobre o "Dark Horse" (filme sobre Jair Bolsonaro), sobre o Supremo, sobre quem for. As coisas precisam ser apuradas, a verdade precisa ser conhecida, os responsáveis punidos para que isso nunca volte a acontecer", disse.
Nesta terça, Simone Tebet, que foi ministra do Planejamento, Gleisi Hoffmann, que cuidava da articulação, e Paulo Pimenta, que foi chefe da Secom, também defenderam as investigações e se distanciaram de Moraes.
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