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Nem São João anima a PEC do fim da escala 6×1

Parada no Senado desde o fim de maio, proposta defendida pelo governo Lula deve seguir sem avanços em meio às festas juninas, ao esvaziamento do Congresso e à proximidade do recesso parlamentar

Portal SRN
Por: Portal SRN Fonte: O Antagonista
22/06/2026 às 11h53
Nem São João anima a PEC do fim da escala 6×1
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Enquanto parlamentares dividem as atenções entre as festas de São João, a Copa do Mundo e os preparativos para as eleições de outubro, projetos considerados prioritários pelo governo e pela oposição seguem enfrentando dificuldades para avançar no Congresso Nacional.

Um dos exemplos mais emblemáticos é a PEC que reduz a jornada de trabalho sem corte salarial, conhecida como PEC do fim da escala 6×1. O texto aguarda desde 28 de maio um despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para iniciar sua tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Embora Alcolumbre afirme a interlocutores que a proposta será analisada antes das eleições, ele ainda não encaminhou a matéria à comissão. O presidente do Senado também cancelou uma reunião que teria com o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para discutir a escolha do relator da proposta.

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Nos bastidores, parlamentares avaliam que as festas juninas servem apenas como uma “desculpa oficial” para o atraso. O principal entrave, segundo congressistas, estaria na relação desgastada entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto.

A situação se repete em outras pautas prioritárias do governo Lula. A PEC da Segurança Pública, aprovada pela Câmara dos Deputados em março, também aguarda um despacho de Alcolumbre para começar a tramitar no Senado.

O cenário é agravado pela proximidade do calendário eleitoral. Deputados e senadores admitem que, após o recesso parlamentar de julho, a tendência é que o Congresso funcione em ritmo reduzido, com sessões remotas para permitir que os parlamentares permaneçam em seus estados durante a campanha.

Além das disputas entre governo e oposição, pesa o cálculo político para a sucessão nos comandos da Câmara e do Senado. Enquanto Hugo Motta (Republicanos-PB) mantém uma relação próxima ao Planalto, Alcolumbrebusca ampliar sua interlocução com setores da oposição. O resultado é um Congresso cada vez mais travado, onde interesses políticos acabam determinando o ritmo de votação das principais propostas em discussão.

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