
O Ministério Público do Estado do Piauí recomendou o afastamento preventivo do comandante da 2ª Companhia do 11º Batalhão da Polícia Militar do Piauí, sediada na comarca de São João do Piauí. A medida consta na Recomendação Ministerial nº 01/2026 e foi expedida no âmbito de investigação que apura desvios ético-profissionais e possíveis crimes contra a administração pública.
De acordo com o Ministério Público, o oficial é alvo de denúncias de corrupção e concussão, com relatos de exigência de pagamentos entre R$ 2 mil e R$ 3 mil para liberação de veículos apreendidos. As investigações indicam ainda a possível utilização da estrutura do quartel como meio para negociações privadas, o que, segundo o Ministério Público, representa desvio de finalidade da instituição.
Na recomendação, o Ministério Público orienta o Comando-Geral da Polícia Militar a promover o afastamento imediato do comandante, com sua remoção para outra unidade, até a conclusão das investigações. O objetivo, segundo o órgão, é evitar interferências na coleta de provas e preservar a credibilidade da corporação na região.
O Comando-Geral da Polícia Militar terá prazo de 30 dias para informar se acata ou não a recomendação e quais providências serão adotadas. Em caso de descumprimento, o Ministério Público adverte que poderá ingressar com ações judiciais, incluindo ação civil pública e medidas por improbidade administrativa.
A recomendação foi assinada pelo promotor de Justiça Ari Martins Alves Filho, responsável pela comarca,