
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, tomou uma decisãode forma heterodoxa e muito incomum dentro da Justiça brasileira para liberar o aumento de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) –decisão tomada pelo Palácio do Planalto a 17 dias da eleição e que vai custar R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões em 2027.
O decano do STF (ministro há mais tempo na Corte) utilizou uma ação de 2020 que havia sido concluída e arquivada em 2024 para dar agora o aval para o reajuste do Bolsa Família. Gilmar recebeu uma petição da Defensoria Pública da União citando o caso finalizado em 2024. O presidente do Supremo, Edson Fachin, decidiu que Gilmar seria o relator, em vez de enviar o processo para que fosse sorteado o ministro que ficaria responsável. Assim, o caso foi reaberto, a Advocacia Geral da União foi chamada a se manifestar e defendeu o reajuste do Bolsa Família, no que foi atendida. Leia ao final deste post uma cronologia completa.
