
A soma dos salários de Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, os técnicos finalistas da Copa do Mundo-2026, não equivale nem à metade do valor que a CBF desembolsa para ter Carlo Ancelotti.
Enquanto o comandante da seleção que foi eliminada pela Noruega nas oitavas de final do torneio da Fifa fatura 10 milhões de euros (R$ 58,2 milhões) por ano, ganho compatível ao dos seus correspondentes nos clubes mais ricos e poderosos do planeta, os "professores" de Argentina e Espanha faturam bem menos.
Mesmo tendo levado Lionel Messi e cia. ao título mundial no Qatar-2022 e feito um ciclo praticamente perfeito, com conquista de Copa América e eliminatórias em ritmo de "passeio", Scaloni ganha "apenas" 2,3 milhões de euros (R$ 13,5 milhões) anuais, menos de 25% do salário do treinador do Brasil.
Os rendimentos do técnico da Espanha são ainda mais baixos e ficam na casa dos 2 milhões de euros (R$ 11,7 milhões) a cada 12 meses. E, importante frisar, De la Fuente só alcançou esse patamar financeiro depois de vencer a última Eurocopa. Antes, recebia aproximadamente um terço desse valor.
A diferença enorme entre os holerites de Ancelotti e dos adversários na decisão de domingo, a partir das 16h (de Brasília), em Nova Jersey, está ligada à forma como eles chegaram ao trabalho atual.
Dono de um dos currículos mais impressionantes do futebol mundial, com títulos das cinco principais ligas nacionais da Europa e cinco conquistas (só como treinador) da Liga dos Campeões da Europa, o italiano foi contratado a peso de ouro pela CBF para tentar tirar o Brasil de uma das maiores crises da sua história.
Já os finalistas da Copa-2026 são praticamente "pratas da casa" das suas respectivas seleções e não tinham uma trajetória muito relevante antes de assinarem com seus atuais empregadores.
Ex-jogador da Argentina que disputou o Mundial-2006, Scaloni era auxiliar de Jorge Sampaoli na Rússia-2018 e iniciou sua jornada como técnico na seleção como um interino praticamente sem perspectivas de ser efetivado.
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