
O tempo de descanso nas férias escolares de julho acende um alerta: apenas 21% dos adolescentes praticam atividades de lazer e recreação fora das telas regularmente, como esportes, leitura, passeios ou brincadeiras presenciais, É o que aponta um levantamento da ChildFund.
A pesquisa ouviu mais de 8 mil adolescentes entre 13 e 18 anos em todo o país. Desta vez, o levantamento aprofundou o tema ao incluir entrevistas com vítimas e perpetradores (abusadores). Os relatos mostraram como agressores utilizam jogos on-line, redes sociais e aplicativos de conversa para criar vínculos de confiança, manipular emocionalmente adolescentes e iniciar situações de abuso.
Segundo os dados, 41% dos adolescentes afirmam já ter interagido com pessoas desconhecidas ou suspeitas na internet. Muitas dessas abordagens começam em plataformas de jogos e redes sociais e migram para aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, onde ocorre parte das trocas de conteúdos íntimos e da violência.
“Quando falamos em violência sexual on-line, muitas pessoas ainda acreditam que a internet é um ambiente inofensivo por não envolver contato físico direto. No entanto, o abuso virtual existe, provoca graves impactos emocionais e pode deixar marcas psicológicas profundas em crianças e adolescentes, além de expô-los a situações traumáticas e permanentes”, comenta Mauricio Cunha, presidente executivo do ChildFund.
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