
O governo federal lança nesta terça-feira (30) o Plano Safra do biênio 2026/2027 para empresários e para a agricultura familiar, com novos valores de crédito rural e taxas de juros para o ciclo que começa em 1º de julho. A expectativa é que os 2 pacotes somem mais de R$ 600 bilhões, mas ainda abaixo do montante pleiteado pelo setor.
As medidas para o agronegócio e pequenos produtores serão anunciadas no Palácio do Planalto, mas em eventos separados. Às 10h, o governo divulga os números para a agricultura empresarial. O evento será comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e pelo ministro da Agricultura, André de Paula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está no Paraguai para a Cúpula do Mercosul e voltará ao Brasil ainda nesta terça-feira (30), para participar do 2º anúncio, voltado aos pequenos produtores, às 17h. A poucos meses da eleição, deve usar o evento como aceno a esse segmento da população. Participam ainda os ministros Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário), Míriam Belchior (Casa Civil), Esther Dweck (Gestão e Inovação) e Edipo Araujo (Pesca).
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o Plano Safra 2026/2027 terá R$ 525,1 bilhões para médios e grandes produtores. A agricultura familiar deve receber de R$ 83 bilhões a R$ 85 bilhões, elevando o montante t0tal à faixa de R$ 608 bilhões a R$ 610 bilhões.
Se confirmado, o novo montante será recorde, mas representará aumento nominal de cerca de 2% em relação aos R$ 594,4 bilhões ofertados no último ciclo, quando o agronegócio recebeu R$ 516,2 bilhões e os agricultores familiares R$ 78,2 bilhões.
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