
A Agência Nacional de Energia Elétrica manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de junho, o que significa que os consumidores continuarão pagando cobrança adicional nas contas de energia pelo segundo mês consecutivo.
Com a decisão, será mantido o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Segundo a agência, a medida foi adotada devido à redução das chuvas em diversas regiões do país, cenário que diminui a geração pelas hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.
A bandeira amarela já havia sido aplicada em maio, encerrando uma sequência de quatro meses com bandeira verde, quando não havia cobrança adicional nas faturas.
Dados da própria Aneel apontam que a mudança para a bandeira amarela no mês passado contribuiu para pressionar o custo da energia elétrica e teve impacto nos índices de inflação. Segundo a Folha, a alta da conta de luz provocada pela alteração elevou em 2,16% as tarifas de energia e influenciou o IPCA-15 de maio.
Antes da decisão, projeções da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica indicavam a possibilidade de adoção da bandeira vermelha patamar 1 em junho, que teria cobrança ainda maior, de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos. A manutenção da bandeira amarela foi vista pelo setor como um cenário menos oneroso, embora mantenha pressão sobre as despesas das famílias.
A Aneel também alertou para a necessidade de consumo consciente de energia durante o período seco, diante da piora nas condições de geração elétrica observadas nas últimas semanas.