
Os Correios preparam um novo PDV (Programa de Demissão Voluntária) com meta de desligar até 5.000 funcionários para economizar aproximadamente R$ 1 bilhão por ano em caso de adesão integral. Ainda não há data definida para o início do programa.
Será o 3º PDV lançado no atual governo Lula. A estatal já havia promovido programas semelhantes em 2024 e em 2026. Com a nova rodada, este será o maior número de programas de desligamento adotados pelos Correios em um único mandato presidencial.
A expectativa da empresa é reduzir despesas com pessoal em meio às dificuldades financeiras recentes. Programas anteriores, no entanto, tiveram adesão abaixo da meta estabelecida pela estatal. Analistas e representantes sindicais avaliam que programas de desligamento, sozinhos, não resolvem problemas estruturais de caixa e operação.
A pressão sobre as contas da estatal aumentou nos últimos anos. Os Correios registraram prejuízo de R$ 596,6 milhões em 2023, ampliaram a perda para R$ 2,6 bilhões em 2024 e fecharam 2025 com rombo de R$ 8,5 bilhões, no pior resultado da série recente. O novo PDV é mais uma tentativa de aliviar despesas em meio ao agravamento financeiro.
O presidente do Sindicato dos Correios no Rio de Janeiro, Marcos Sant’Aguida, atribui a baixa procura aos relatos de insatisfação de ex-funcionários que aderiram a PDVs anteriores.