
Cerca de 2 milhões de famílias, ou 3,2 milhões de pessoas, estão na fila de espera do programa Bolsa Família. O dado consta em estudo da CNM (Confederação Nacional de Municípios) apresentado em 19 de maio.
Segundo o levantamento, que usou microdados referentes a fevereiro, essas pessoas atendem aos critérios de renda e vulnerabilidade do programa, mas permanecem fora por falta de orçamento.
Os 19 milhões de famílias do Bolsa Família receberam em maio, em média, R$ 690 por mês cada.
Em 2026, o programa tem um orçamento previsto de R$ 157,5 bilhões, o menor dos quatro anos deste governo Lula.
Têm direito ao benefício as famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Além disso, é obrigatório estar inscrito com dados atualizados no CadÚnico, com os filhos vacinados e frequentando a escola.
O estudo aponta que o orçamento deste ano deveria ser de R$ 174 bilhões (R$ 16,5 bilhões a mais) para absorver todas as famílias pré-habilitadas. "A ausência desse investimento fragiliza a estratégia nacional de redução de desigualdades", aponta.
"É uma realidade preocupante. A redução no orçamento do programa Bolsa Família, sem o devido atendimento da demanda reprimida, representa um risco grave à capacidade do governo de garantir proteção social", completa a CNM.
Segundo a entidade, a redução do número total de beneficiários —de 21,1 milhões em maio de 2023 para 19 milhões em maio de 2026— não sinaliza melhora nas condições sociais do país, mas sim uma "exclusão forçada" por falta de recursos, o que empurraria milhões de brasileiros de volta à insegurança alimentar extrema.
De acordo com o Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, pasta gestora do programa, entre os motivos para a redução estão: