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Lula aposta em benesses e caso Master contra rivais

Presidente estava na defensiva após derrota histórica no Senado no fim de abril

Portal SRN
Por: Portal SRN
17/05/2026 às 09h10 Atualizada em 17/05/2026 às 10h42
Lula aposta em benesses e caso Master contra rivais
Imagem: Reprodução

O presidente Lula (PT) reagiu em sua pré-campanha à reeleição depois de passar meses com um discurso ameno diante de adversários e desofrer uma derrota histórica com a rejeição, pelo Senado, da nomeação de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Nas últimas duas semanas, o petista teve uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o elogiou, lançou uma nova subvenção para conter os preços dos combustíveis e revogou o imposto sobre importação de pequenas compras pela internet, que era conhecido como "taxa das blusinhas".

Segundo o Datafolha, o petista mantém avaliação de governo estável e seguia empatado com o senador na simulação de segundo turno das eleições presidenciais. O levantamento foi realizado na terça (12) e na quarta-feira (13), e a maioria das entrevistas foi feita antes da divulgação, pelo site Intercept Brasil, dos diálogos entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

As medidas de Lula, assim como a visita aos EUA, foram tomadas após Flávio, que anunciou a pré-candidatura no fim do ano passado, alcançá-lo nas pesquisas de intenção de voto nos primeiros meses do ano.

Desde então, o petista fez uma série de críticas à sua equipe de comunicação, sob o argumento de que suas políticas não estavam chegando à população na ponta. Por trás das medidas econômicas, está a justificativa, que ele tem dito a aliados, de que elas ainda são capazes de decidir uma eleição e precisam ser bem comunicadas.

Por isso, em busca de um fôlego, na última terça-feira (12), Lula revogou a "taxa das blusinhas". Criada em seu governo, ela era impopular e causava desgaste junto aos setores do eleitorado que fazem compras no exterior por meio de sites e aplicativos. A medida foi uma vitória da área política do governo. Integrantes da área econômica, inclusive o vice-presidente e ex-ministro da Indústria e Comércio Geraldo Alckmin (PSB), eram contra a revogação.

Já na quarta (14), Lula divulgou uma nova medida para conter a alta dos combustíveis. O Executivo fará uma subvenção de até R$ 0,89 por litro de gasolina para evitar o reajuste. Os preços estão pressionados por causa da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que tem aumentado a cotação do petróleo no mercado internacional. O impacto nas contas públicas poderá chegar a R$ 2,4 bilhões.

Dias antes, em 7 de maio, Lula encontrou Donald Trump na Casa Branca em uma viagem que foi considerada um sucesso pelo entorno do petista. Aliados avaliam que a recepção pelo americano, líder da direita mundial, isolou Flávio Bolsonaro, uma vez que o grupo político busca se associar a Trump.

Lula voltou dos Estados Unidos demonstrando satisfação com os resultados da viagem. Aliados do petista ouvidos pela Folha sob condição de reserva avaliam que o humor do presidente melhorou depois da visita à Casa Branca.

Em paralelo, Lula viu o escândalo do Banco Master atingir o centro do grupo político de seus adversários e enfraquecer a oposição.

Primeiro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de busca e apreensão da PF (Polícia Federal), no último dia 7. Depois, na última quarta-feira, foi divulgado um áudio no qual Flávio pedia dinheiro para Daniel Vorcaro, antigo dono do Master.

A ação policial contra o senador do PP reforçou o discurso dos petistas sobre o envolvimento de rivais com o caso.

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