
O recente programa de renegociação de dívidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Novo Desenrola Brasil, começa a valer a partir desta terça-feira (5/5) e busca reduzir o endividamento recorde dos brasileiros. O tema é tratado como prioridade pelo Palácio do Planalto, com o pacote de medidas entrando em vigor cinco meses antes das eleições.
Entre outras ações, Lula aposta no Novo Desenrola como instrumento para tentar recuperar a popularidade, que vem em queda nas sondagens eleitorais.
Segundo a última pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada em 28 de abril, a desaprovação do presidente é de 52,5%. Já a aprovação, de 46,8%.
O aumento do endividamento das famílias e a percepção de piora na economia pressionam o chefe do Executivo. De acordo com estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado em 11 de março, o percentual de famílias endividadas chegou a 80,2% em fevereiro — o maior da série histórica.
Dados recentes do Banco Central (BC) mostram que a parcela da renda comprometida com dívidas segue elevada, pressionada principalmente pelos juros altos em modalidades como cartão de crédito e cheque especial.
O Novo Desenrola Brasil vai abranger pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), micro e pequenos empresários, pequenos produtores rurais e estudantes inadimplentes com o Fies. Os detalhes do pacote foram apresentados nessa segunda-feira (4/5), no Palácio do Planalto, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao lado do presidente Lula.
O programa terá duração de 90 dias. Os descontos nas renegociações variam de 30% a 90%, com média estimada em 65%. O governo também prevê a limpeza do nome de pessoas com dívidas de até R$ 100 e os juros fixados em até 1,99% ao mês.
Mín. 21° Máx. 35°