
Menos de um ano depois de mudar a composição da gasolina, de 27% para 30% de etanol, agora o governo federal confirmou: o álcool misturado à gasolina vai representar 32%.
A mudança, que ainda passa por estudos técnicos antes de entrar em vigor, é para reduzir emissões, a dependência do combustível fóssil, que em parte é importado, e também um aumento sensível na octanagem (índice de resistência à detonação). Mas por que o alerta?
Embora a gasolina comum receba a partir de agora 2% a mais de etanol, muitos veículos são sensíveis à alta quantidade do combustível, especialmente modelos importados, modelos de alto desempenho, como esportivos, e também modelos antigos.
A medida soa como positiva para os produtores, mas preocupa os donos de veículos, especialmente os que não são flex. Em um ano, a gasolina passou a receber 5% a mais etanol, fazendo o combustível vegetal representar quase 1/3 da fórmula da gasolina.
Primeiro, é importante dizer que a medida não está em vigor. A proposta será levada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, à próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Só então, após estudos técnicos, o governo pode anunciar o aumento do etanol na gasolina.
A gasolina tinha 27% de etanol anidro (sem adição de água), passou a ter 30% e, se os estudos forem aprovados, serão 32%. Essa proporção é válida para gasolina do tipo comum ou aditivada. Nesses casos, a octanagem (resistência à detonação), que era de 93 passa 94RON.
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