
No início da tarde desta segunda-feira (6), uma reunião fora da agenda oficial no Palácio da Alvorada reuniu integrantes da equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na pauta, medidas voltadas à população endividada e alternativas para reduzir o impacto do preço do diesel.
Participaram do encontro o ministro da Fazenda, Dario Durigan; a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior; e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Os 3 assumiram os cargos recentemente, depois da saída dos titulares para disputar as eleições deste ano.
A Esplanada discute a ampliação de programas de renegociação de dívidas nos moldes do Desenrola Brasil. A iniciativa foi lançada em 2023 e já encerrada. Permitiu a renegociação de débitos com descontos, sobretudo para a população de baixa renda. A nova rodada de estudos busca retomar o modelo com maior alcance e participação de instituições financeiras.
A discussão ocorre em paralelo a outras frentes voltadas ao enfrentamento do superendividamento, como a expansão do crédito consignado, inclusive para trabalhadores do setor privado.
Discute-se a possibilidade de impor novos limites aos juros do rotativo do cartão de crédito, uma das principais linhas responsáveis pelo endividamento das famílias. A taxa média do rotativo chegou a cerca de 435% ao ano, segundo dados do Banco Central do Brasil.
Para os combustíveis, uma nova MP (medida provisória) pode reduzir o preço do diesel em até R$ 1,20 por litro. A proposta quer estabelecer uma subvenção à importação do combustível, com custo estimado em cerca de R$ 3 bilhões por dois meses, dividido entre União e Estados.
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