
A Casa Branca voltou a demonstrar preocupação com o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix. Em relatório divulgado na quarta-feira (1º), o governo dos Estados Unidos afirmou que o modelo pode prejudicar grandes empresas americanas do setor, como Visa e Mastercard.
De acordo com o documento, o sistema criado e regulado pelo Banco Central do Brasil poderia estar recebendo tratamento preferencial no país, o que, na avaliação americana, afetaria a competitividade de fornecedores estrangeiros de serviços de pagamento eletrônico.
O relatório aponta que o sucesso e a ampla adoção do Pix no Brasil levantam questionamentos sobre possíveis vantagens institucionais frente a soluções privadas internacionais, especialmente no que diz respeito à regulação e ao ambiente de concorrência.
Além das críticas ao sistema de pagamentos, o governo dos EUA também listou outras áreas de preocupação envolvendo o Brasil. Entre elas estão a mineração ilegal de ouro, a extração irregular de madeira, aspectos da legislação trabalhista, regras aplicadas aos mercados digitais e a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Essa não é a primeira vez que a gestão do ex-presidente Donald Trump manifesta críticas ao modelo brasileiro de pagamentos. O tema já havia sido citado anteriormente em discussões sobre práticas comerciais e regulação de mercados digitais.
Especialistas apontam que o Pix, lançado em 2020, revolucionou o sistema financeiro brasileiro ao oferecer transferências instantâneas e gratuitas para pessoas físicas, ampliando o acesso a serviços financeiros e reduzindo custos para consumidores e empresas. Ao mesmo tempo, seu avanço tem pressionado modelos tradicionais de pagamento, como cartões de crédito e débito, utilizados globalmente.