
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou reportagens sobre o endividamento de estudantes do Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) nesta segunda-feira (23) e afirmou que o programa não deve ser tratado como problema, mas como instrumento de acesso à educação.
Durante evento do Selo Nacional Compromisso com a Educação, Lula disse que há uma visão distorcida sobre os débitos. “E quando não conseguiram pagar, a imprensa fazia logo um carnaval. ‘O Fies está devendo, os alunos estão devendo’, como se fosse um crime o Estado financiar um aluno para estudar. Aliás, é o financiamento mais barato, é o investimento mais barato, porque a gente está financiando não uma pessoa, a gente está financiando o futuro desse país”, afirmou.
O contexto é de pressão crescente sobre o programa. A dívida de estudantes do Fies em atraso há mais de 90 dias chegou a R$ 17,9 bilhões em 2025 —alta de mais de R$ 2 bilhões em relação ao ano anterior e o maior valor desde a criação do programa.
Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação mostram que cada aluno inadimplente deve, em média, R$ 46 mil. Ao todo, os contratos ativos somam R$ 93,8 bilhões ainda a pagar ao erário.
A inadimplência atingiu 59,3% em 2024 —o que significa que 6 em cada 10 estudantes financiados estão em atraso. Em 2015, os inadimplentes representavam 33% dos beneficiários.
Afirmou ainda ter orgulho de ser “o presidente sem diploma universitário que mais fez universidades públicas no Brasil”. Declarou que, em menos de 15 anos, o governo vai entregar 782 escolas técnicas e institutos federais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também comentou desigualdades históricas no acesso à educação. Disse que, no passado, parte da elite não considerava que toda a população deveria ter oportunidade de estudar.
Mín. 23° Máx. 36°