
O papelão vira cama, e a praça, abrigo improvisado. Em meio ao movimento apressado das ruas, a realidade de quem vive em situação de rua muitas vezes passa despercebida.
Levantamento realizado pela Pastoral do Povo da Rua mostra que, em 2013, o estado registrava 93 pessoas vivendo nas ruas. Em 2025, esse número chegou a 1.663, um aumento de quase 1.700% em 12 anos.
A maior parte dessa população está concentrada em Teresina, onde mais de 1.200 homens e mulheres vivem sem moradia, segundo o levantamento. O número representa um crescimento de 26% em relação a 12 anos atrás.
Dados do Censo 2023 apontam que, no Piauí, apenas Teresina e Parnaíba contam com Centros Pop, unidades voltadas ao atendimento da população em situação de rua. A legislação federal também prevê que cerca de 3% das unidades do programa Minha Casa Minha Vida sejam destinadas a esse público, mas a aplicação da medida ainda enfrenta dificuldades.
Algumas histórias mostram que a saída das ruas é possível. Resgatada pela Pastoral do Povo da Rua, Gorete Oliveira conseguiu deixar a situação de vulnerabilidade e hoje tem um lar, embora ainda enfrente desafios para alcançar estabilidade financeira.
Entre as histórias de superação está a de Antônio, que viveu anos nas ruas. Após ser acolhido pela pastoral, ele conseguiu reorganizar a própria vida depois de três anos.
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