
Em 2025, o Piauí enfrentou um cenário de seca em todas as regiões do estado. O monitoramento mensal realizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) apontou que, em janeiro, a seca era classificada como fraca a moderada, mas evoluiu ao longo do ano, chegando ao nível de seca extrema no meio de 2025.
Esse cenário pode se repetir em 2026, influenciado por fatores como as mudanças climáticas. No ano passado, foram registrados níveis de seca moderada, grave e extrema. Segundo o climatologista-chefe da Semarh, Pedro Aderaldo, a seca extrema apresentou redução nos dois últimos meses de 2025.
“Percebemos que em 2025, no início do ano, por se enquadrar no período chuvoso, as secas foram mais fracas a moderada, no entanto, a partir de julho se observou uma entrada realmente no período onde não tinha chuvas, percebemos uma intensificação da seca sendo ela mais extrema. Se formos observar todo o ano ele foi totalmente completo por secas. Uma das características foi a grande presença de seca. Se formos analisar novembro e dezembro, já houve um abrandamento porque se iniciou as chuvas, mesmo que espaçadas e isoladas, mas trouxe uma diminuição da seca no território”, narra.
A seca moderada é caracterizada por alguns danos às culturas e pastagens; córregos, reservatórios ou poços com níveis baixos; além de algumas faltas de água em desenvolvimento ou iminentes, com pedidos de restrições voluntárias no uso da água.
A seca grave ocorre quando há perda provável de culturas ou pastagens, escassez de água mais comum e imposição de restrições no uso.
No monitoramento de dezembro, 56 municípios do Piauí estavam em situação de seca extrema, estágio em que há grandes perdas de culturas e pastagens, além de escassez generalizada de água ou restrições severas.
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