21°C 35°C
São Raimundo Nonato, PI

MPF pede anulação de contratos e devolução de R$ 2,4 milhões por fraudes na Saúde no Piauí

De acordo com a CGU, os valores referenciais teriam sido inflados em cerca de 61%, passando de R$ 20,1 milhões para R$ 32,4 milhões.

12/02/2026 às 18h00
Por: Portal SRN Fonte: Portal Clube News
Compartilhe:
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a anulação de contratos e o ressarcimento aos cofres públicos por supostas irregularidades na contratação de serviços de nefrologia e terapia renal substitutiva custeados com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), no Piauí.

A investigação faz parte da Operação Difusão. São alvos da ação o estado do Piauí, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina e as empresas Nefrolife, Nefromais Soluções Médicas e Unidade de Terapia Renal – Agudos.

Segundo o MPF, houve direcionamento e favorecimento indevidos em um pregão eletrônico realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e na adesão posterior da FMS à ata de registro de preços. O órgão aponta sobrepreço nas contratações e indícios de fraude.

Conforme a denúncia, a FMS teria contratado e pago à empresa Nefrolife valores maiores do que os praticados pela própria Sesapi, responsável pela licitação original.

Entre as irregularidades apontadas estão a falta de estudo técnico preliminar e uma pesquisa de preços considerada deficiente. De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), os valores referenciais teriam sido inflados em cerca de 61%, passando de R$ 20,1 milhões para R$ 32,4 milhões.

Participação das empresas

O MPF afirma que as empresas Nefrolife, Nefromais Soluções Médicas e Unidade de Terapia Renal – Agudos teriam atuado em conluio. Após a desclassificação de concorrentes, a Nefromais venceu a licitação, mas desistiu de nove lotes, que passaram a ser assumidos pela Nefrolife, empresa com vínculos societários e operacionais.

Já a Unidade de Terapia Renal – Agudos teria participado do esquema por meio de um suposto acordo para divisão de mercado. Segundo o MPF, a empresa desistiu de lotes estratégicos após ser reintegrada à disputa, usando justificativas semelhantes às apresentadas pela Nefromais.

Caso do HUT

A ação cita ainda o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), que já possuía equipe própria e equipamentos, com contrato de manutenção mensal de R$ 39,9 mil. Mesmo assim, a FMS aderiu à ata da Sesapi e contratou a Nefrolife por R$ 288,3 mil mensais, cerca de sete vezes mais caro. O MPF considera que houve “necessidade fabricada” para justificar a terceirização.

Pedidos do MPF

O órgão pede a anulação do pregão, da ata de registro de preços e dos contratos firmados, além da condenação das empresas ao ressarcimento dos danos. Até o momento, o MPF aponta R$ 2,45 milhões como valor pago com indícios de irregularidade, podendo haver atualização ao longo do processo.

Também foi solicitado, em caráter de urgência, que o estado e o município realizem novas licitações com acompanhamento do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, garantindo a continuidade do atendimento aos pacientes renais.

São Raimundo Nonato, PI
26°
Parcialmente nublado

Mín. 21° Máx. 35°

26° Sensação
1.6km/h Vento
49% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h53 Nascer do sol
05h49 Pôr do sol
Qua 39° 24°
Qui 38° 25°
Sex 37° 24°
Sáb 38° 24°
Dom ° °
Atualizado às 23h19
Economia
Dólar
R$ 5,18 +0,00%
Euro
R$ 6,02 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 433,443,51 +0,06%
Ibovespa
177,418,78 pts 1%