
O chefe da seção de Defesa Cibernética do TSE, Marcelo Carneiro, declarou que ainda não há “procedimentos bem estabelecidos” para lidar com o uso da inteligência artificial no processo eleitoral. Segundo ele, a tecnologia é recente e impõe desafios técnicos relevantes, sobretudo na identificação de conteúdos falsos produzidos com vídeos criados por IA.
A declaração foi feita durante o “Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação”, promovido pela Corte.
Questionado sobre a cooperação entre a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal diante do grande volume de fake news produzidas com o uso de IA, Carneiro disse que o tema ainda precisa amadurecer:“É algo muito novo. Ainda não temos esse tipo de situação dentro, pelo menos, dos incidentes que temos tratado. Em muitos casos, é difícil manter a distinção entre o que é real e o que não é”.
Segundo ele, a atuação das empresas responsáveis pela criação desse tipo de conteúdo é fundamental para enfrentar o problema. Carneiro citou companhias como a OpenAI e disse que a cooperação é necessária para tornar a identificação mais precisa.
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