
O Ministério Público do Piauí ajuizou ação de improbidade administrativa contra o dentista Pablo Diego Vieira de Alencar após identificar que ele recebeu pagamento particular por um procedimento cirúrgico e, dias depois, realizou a mesma intervenção utilizando a estrutura do Hospital Regional Deolindo Couto, em Oeiras. O caso foi detalhado em auditoria e motivou o pedido de bloqueio de bens do profissional.
Segundo a investigação, o paciente pagou R$ 5.500,00 por uma cirurgia para remoção de fístula em outubro de 2024. Pouco mais de duas semanas depois, o mesmo procedimento foi executado dentro do hospital público, com uso de centro cirúrgico, materiais, insumos e equipe remunerada pelo Estado. Registros e prontuário do atendimento foram assinados pelo próprio profissional.
A apuração mostra que não houve solicitação de regulação no sistema estadual, requisito obrigatório para internações no hospital, que funciona exclusivamente por meio de encaminhamentos oficiais. A admissão do paciente ocorreu sem fluxo formal, o que reforça a irregularidade.

A auditoria colheu depoimentos, analisou prontuários e confirmou que o procedimento particular foi transferido para o SUS, apesar do pagamento prévio já recebido. O relatório aponta que o profissional induziu o paciente a pagar ao alegar demora na regulação, mas, posteriormente, utilizou a estrutura pública para a mesma cirurgia.
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