
É comum haver análises pós-eleitorais e, nas últimas duas semanas, muitos comentários mencionaram o podcaster Joe Rogan. Um relatório do Pew Research Center se concentra em influenciadores de notícias nas redes sociais e nos norte-americanos que dizem se informar regularmente por meio deles.
O estudo de 2024 do Pew Research Center que realizou uma pesquisa com representatividade nacional entre adultos dos EUA identificou uma amostra de 500 influenciadores de notícias no Facebook, Instagram, TikTok, X e YouTube e analisou mais de 100 mil publicações no período. Cada um dos influenciadores de notícias analisados tem pelo menos 100 mil seguidores, publica regularmente sobre notícias e é administrado por um indivíduo –não por uma organização de notícias. Rogan, que tem cerca de 20 milhões de seguidores, está entre as analisadas.
Aproximadamente 1 em cada 5 norte-americanos afirma receber notícias regularmente de influenciadores digitais. Os mais jovens, que, como se sabe por pesquisas anteriores, são mais propensos a receber notícias de mídias sociais em geral, também são mais propensos a receber notícias de influenciadores digitais. Entre os adultos com menos de 30 anos, quase 40% disseram receber notícias regularmente de influenciadores digitais.
O relatório também constatou que os republicanos eram mais propensos a dizer que essas notícias eram “extremamente ou muito diferentes” das notícias que recebiam em qualquer outro lugar. Aqueles que se informavam regularmente por meio de influenciadores digitais eram mais propensos a serem hispânicos (30%), asiáticos (29%), negros (27%) e a terem renda mais baixa (26%). Brancos (17%) e cidadãos com renda mais alta (16%) eram menos propensos a depender de influenciadores digitais.
Em todas as redes sociais analisadas, 2/3 dos influenciadores de notícias são homens. A porcentagem foi maior no Facebook (67%) e no YouTube (68%), e a diferença foi menor no TikTok, onde 50% são homens. O TikTok também foi a única rede social estudada em que houve um número aproximadamente igual de influenciadores de notícias que se identificam como de direita e aqueles que se identificam como de esquerda. As demais redes sociais apresentaram uma leve inclinação para a direita.
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