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'Terá queda no preço, isso é certeza', diz empresário do PI após mel seguir no tarifaço de 40% dos EUA

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Portal SRN
Por: Portal SRN Fonte: G1 PI
21/11/2025 às 13h18 Atualizada em 23/11/2025 às 08h37
'Terá queda no preço, isso é certeza', diz empresário do PI após mel seguir no tarifaço de 40% dos EUA
Foto: Divulgação/SAF

"Provavelmente vão continuar comprando, mas terá uma queda no preço, isso é certeza, só não sabemos quanto", disse Sitônio Dantas, diretor da Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), localizada em Picos, no Sul do Piauí, após o mel ter ficado de fora da lista de produtos brasileiros que tiveram a tarifa de 40% retirada pelos Estados Unidos.

O presidente da Casa Apis contou que todos os contratos com os EUA estão garantidos até dezembro de 2025. No entanto, há preocupação sobre a renovação dos acordos, já que o mel continua sujeito ao tarifaço. Ele afirmou que existe expectativa de renovação de contrato, mas nada foi definido até agora.

O empresário explicou que 2025 foi um ano difícil para a apicultura. Além da tarifa, a seca reduziu a produção em cerca de 35% em comparação com 2023 e 2024.

"O mel seguir no tarifaço é preocupante demais, pois já viemos de um ano complicado pela falta das chuvas e essas tentativas de negociações. A nossa expectativa é de aumento de produção, mas existe a preocupação se iremos ter toda a demanda e sobre os valores", detalhou.

Apesar da crise, a Casa Apis não realizou demissões e mantém 39 funcionários e 1.050 famílias de apicultores associados. Dantas disse, no entanto, que teme prejuízos futuros caso os preços de venda caiam ainda mais.

"Tivemos um crescimento muito bom de apicultores associados, então posso dizer que a procura de interesse de pessoas em seguir no ramo cresce, mas existe sim essa preocupação. Do início do tarifaço até agora conseguimos seguir com todos os funcionários e até incluir associados, mas ainda temos que ver como tudo vai ficar, como esses contratos irão seguir", completou Sitônio.

Tentativas de negociação com compradores fora dos Estados Unidos

Em outubro, o diretor viajou para países da Europa e do Oriente Médio em busca de novos compradores, com apoio do Governo Federal. Ele avaliou as conversas como positivas, mas ressaltou que há forte concorrência nesses mercados.

"Foram conversas muito satisfatórias, mas na Europa mesmo existem muitos produtores locais. A Ucrânia mesmo é um grande concorrente de produção mesmo em guerra. Então, acredito que eles devem priorizar os empresários de lá e das proximidades", explicou Sitônio.

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