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Lula intensifica medidas para a classe média mirando 2026

Governo já anunciou 7 programas para a classe média, com destaque para o novo modelo de crédito imobiliário

20/10/2025 às 08h18 Atualizada em 20/10/2025 às 15h00
Por: Portal SRN Fonte: Poder 360
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Imagem: Sérgio Lima
Imagem: Sérgio Lima

De olho no eleitorado que mais reprova sua gestão, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou em 2025 um pacote de medidas para aliviar o custo de vida e ampliar o acesso ao crédito da classe média.

A estratégia ficou mais clara em outubro, com o lançamento de novos programas habitacionais e de financiamento para quem estava entre o teto do Minha Casa, Minha Vida e as altas taxas de juros do mercado –famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 20 mil:

  • Novo crédito imobiliário: Lula  lançou um novo modelo de crédito imobiliário, focado na classe média-alta (renda de R$ 12 mil a R$ 20 mil). A medida eleva o teto do imóvel financiado para R$ 2,25 milhões e limita os juros a 12% ao ano;
  • Reforma Casa Brasil: Na esteira do pacote habitacional, o governo anunciou um programa de R$ 40 bilhões para crédito de reformas, com uma fatia de R$ 10 bilhões destinada a famílias com renda acima de R$ 9.600.

Para fazer projeções econômicas e realizar programas sociais, o governo usa o marcador da Renda Domiciliar Total: a soma de todos os rendimentos que entram na residência, incluindo salários, aposentadorias e aluguéis. Esse valor indica o poder de compra da família e serve para definir quem pertence à classe média.

O estudo “Classes de Renda e Consumo no Brasil: 2024-2034”, da Tendências Consultoria, oferece o panorama mais atual. A estratificação social brasileira, segundo o levantamento, segue os seguintes valores:

  • classes D e E (vulneráveis/baixa renda) – até R$ 3.400; famílias dependentes de programas sociais e do mercado de trabalho informal;
  • classe C (média baixa) – entre R$ 3.400 e R$ 8.100; o grupo que sustenta o novo protagonismo da classe média no país;
  • classe B (média alta – entre R$ 8.100 e R$ 25.200; abrange o segmento profissional e empreendedor mais consolidado;
  • classe A (alta renda) – superior a R$ 25.200; o topo da pirâmide, com alta dependência de capital financeiro e investimentos.

Para Lula, brasileiros com renda de até R$ 5.000 mensais não podem ser considerados classe média. O presidente tem repetido ao longo de 2025 que é preciso “criar uma sociedade de classe média” no país –onde a maioria da população tenha poder de compra suficiente para suprir suas necessidades básicas e ir além delas.

“Quem ganha até R$ 5.000 não pode ser chamado de classe média. Se a pessoa pagar aluguel e tiver um filho na escola, ela mal praticamente consegue comer”, disse durante cerimônia de anúncio do novo modelo de crédito habitacional, em São Paulo. De acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, o foco na classe média no programa foi um pedido direto de Lula. 

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