
O governo federal anunciou a criação de um comitê voltado ao enfrentamento da crise causada por bebidas contaminadas por metanol. A medida, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com a sociedade civil, busca articular ações repressivas contra responsáveis pela adulteração e medidas de proteção ao setor de bebidas, considerado estratégico para a economia nacional.
Lewandowski destacou que o objetivo é separar “o joio do trigo”, punindo quem comercializa bebidas adulteradas e preservando os empresários que atuam legalmente. O ministro ressaltou que o setor gera empregos, paga impostos e contribui para o desenvolvimento econômico.
A reunião que definiu a criação do comitê contou com representantes da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP) e da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF).
O secretário nacional do Consumidor, Paulo Pereira, informou que cerca de 30 estabelecimentos e 25 distribuidoras já foram notificados para prestar esclarecimentos sobre possíveis casos de adulteração. Parte deles, segundo Pereira, foi interditada após fiscalizações locais. “O trabalho agora é de inteligência para identificar padrões e fornecedores suspeitos”, explicou.
As autoridades também investigam a possível participação de organizações criminosas na produção e distribuição das bebidas contaminadas. Caminhões de combustíveis abandonados em algumas regiões levantaram suspeitas sobre a origem do metanol utilizado, que pode ser vegetal ou fóssil.
A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica grave, podendo causar cegueira ou morte.
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