
As despesas do Brasil com o Judiciário atingiram R$ 146,5 bilhões em 2024 e voltaram a bater recorde. O valor representa uma alta real de 5,5% na comparação com o custo do ano anterior, que foi de R$ 138,9 bilhões, já descontada a inflação do período.
O dado é do relatório “Justiça em Números”, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
As despesas do Judiciário em 2024, segundo o CNJ, corresponderam a 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) e a 2,45% dos gastos totais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.
O custo pelo serviço foi de R$ 689,34 por habitante, R$ 5,4 a mais, por pessoa, do que em 2023.
Muitos estudos têm apresentado estatísticas sobre o peso do Judiciário brasileiro. Sob qualquer ângulo que se observa, o custo parece assimétrico com outras áreas do governo de um país ainda em desenvolvimento e com muitas carências.
Uma estimativa de relatório do Tesouro Nacional divulgado em fevereiro mostra que o gasto com a Justiça brasileira equivale a 1,3% do PIB (o valor é 0,1 ponto percentual maior do que o estimado pelo CNJ porque usa uma metodologia diferente). Esse percentual é o 2º mais elevado entre 50 nações analisadas, perdendo só para El Salvador.

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