
O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) desaprovou, em sessões realizadas nos dias 22 e 23 de julho, as prestações de contas de cinco partidos políticos em diferentes municípios do interior do estado, com destaque para o caso do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Lourenço do Piauí, considerado o mais grave entre os julgados.
Segundo a decisão da juíza Luciana Cláudia Medeiros, da 13ª Zona Eleitoral, o diretório do PT no município deixou de apresentar a prestação de contas final, encaminhando apenas um relatório parcial. Por conta da omissão, as contas foram julgadas como não prestadas, o que acarreta a suspensão do repasse de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha até que a irregularidade seja sanada.
As decisões do TRE-PI foram unânimes e seguiram o parecer do Procurador Regional Eleitoral, Alexandre Assunção e Silva, sob a condução do presidente da Corte, desembargador Sebastião Ribeiro Martins.
Outros municípios também foram afetados pelas decisões da Justiça Eleitoral. Em Novo Oriente do Piauí, os diretórios do PT e do PP tiveram suas contas desaprovadas por omissão de despesas com assessoria contábil e jurídica — falha considerada grave pelo juiz Jesse James Oliveira. Em Francisco Ayres, a juíza Melissa de Vasconcelos reprovou as contas do PDT pelo mesmo motivo. Já em Miguel Alves, o Podemos e o PT enfrentaram desaprovação por ausência de documentos e omissões de gastos, segundo decisões do juiz Alexandro de Araújo Trindade.
Na sessão do dia 23, o TRE-PI também confirmou a desaprovação das contas do MDB em Palmeirais, sob relatoria do juiz Danilo Melo, pela omissão de despesas essenciais à fiscalização eleitoral.
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