Brasil

Carne sobe 8%, e inflação registra pior mês de novembro em 4 anos, diz IBGE

O preço da carne disparou em novembro e puxou a inflação para cima. No mês passado, o produto ficou 8,09% mais caro e teve o maior impacto individual (0,22 ponto percentual) no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

06/12/2019 10h22
Por: Redação Portal SRN
Fonte: Uol

Com isso, a inflação oficial no país acelerou a 0,51% em novembro, após ter fechado em 0,1% em outubro. Esse foi o pior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o IPCA ficou em 1,01%. Em novembro de 2018, a taxa foi de -0,21%.

De janeiro a novembro deste ano, o índice acumula alta de 3,12%. Em 12 meses, a inflação ficou em 3,27%, acima dos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O resultado está dentro do limite da meta do governo, de manter a inflação em 4,25% no ano, com uma tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo, ou seja, podendo variar entre 2,75% e 5,75%.

As informações foram divulgadas hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, o aumento nos preços das carnes decorre da maior demanda pela China, acompanhada da desvalorização do real frente ao dólar. "Isso incentiva a exportação, restringindo a oferta interna e elevando o preço dos produtos", disse.

Batata, tomate e cebola ficam mais baratos

Com a alta das carnes, o grupo Alimentação e Bebidas teve alta de 0,72% e contribuiu com 0,18 ponto percentual para o IPCA, a maior entre os grupos pesquisados pelo IBGE.

O avanço foi contido em parte pela queda nos preços da batata-inglesa (-14,27%), do tomate (-12,71%), ambos com contribuição de -0,03 ponto no índice do mês, e da cebola (-12,48%).

Reajuste de loterias contribui para avanço da inflação

O grupo Despesas Pessoais acelerou 1,24%, a maior variação percentual no mês e o segundo maior impacto (0,13 p.p.) entre os grupos do IPCA.

O resultado foi influenciado pela alta no item jogos de azar, que disparou 24,35% por causa dos reajustes nos preços das apostas nas loterias federais, que entraram em vigor a partir de 10 de novembro.

Juros x inflação

Para tentar controlar a inflação, o Banco Central pode usar a taxa de juros. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e estimular a queda de preços. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para impulsionar o consumo.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária do BC decidiu reduzir taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, de 5,5% para 5% ao ano. É a menor taxa desde que o Copom foi criado, em 1996.

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