ASSISTA

Presidente do STF, Dias Toffoli, dá último voto; placar da prisão após 2ª instância está 5 a 5

Placar está em 5 a 5 a favor da prisão em segundo grau; jurisprudência atual permite a execução antecipada da pena

07/11/2019 19h18Atualizado há 2 semanas
Por: Redação Portal SRN
Fonte: Redação
STF retoma julgamento de prisão depois de segunda instância (Foto: Carlos Alves Moura)
STF retoma julgamento de prisão depois de segunda instância (Foto: Carlos Alves Moura)

O julgamento no STF que dirá se a prisão de condenados logo após a segunda instância é constitucional entra na reta final nesta quinta (7). O placar parcial está empatado em 5 a 5.

O próximo e último a votar é o ministro Dias Toffoli, presidente da corte, que tem sido contrário à jurisprudência atual, que permite a execução antecipada da pena. Assim, a tendência é de o Supremo mudar o entendimento firmado em 2016.

Segundo o CNJ, cerca de 5.000 réus podem ser beneficiados. O mais célebre deles é o ex-presidente Lula, preso desde abril de 2018.

Em ocasiões anteriores, Toffoli buscou uma saída intermediária: permitir a execução da pena após condenação no STJ. Se essa tese prevalecer, Lula não seria beneficiado, pois sua condenação foi mantida no STJ.

Atualizado 18:03hs

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira (7), às 14h, o julgamento sobre a constitucionalidade da execução provisória de condenações criminais, conhecida como prisão após segunda instância. A expectativa é de que o julgamento seja finalizado hoje, quando ocorre a quinta sessão da Corte para discutir a questão.

Até o momento, o placar do julgamento está 5 votos a 4 a favor da medida. Faltam os votos dos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli.

No dia 17 de outubro, a Corte começou a julgar definitivamente três ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs), relatadas pelo ministro Marco Aurélio e protocoladas pela Ordem dos Advogados, pelo PCdoB e pelo antigo PEN, atual Patriota.

O entendimento atual do Supremo permite a prisão após condenação em segunda instância, mesmo que ainda seja possível recorrer a instâncias superiores. No entanto, a OAB e os partidos sustentam que o entendimento é inconstitucional e uma sentença criminal somente pode ser executada após o fim de todos os recursos possíveis, fato que ocorre no STF e não na segunda instância da Justiça, nos tribunais estaduais e federais. Dessa forma, uma pessoa condenada só vai cumprir a pena após decisão definitiva do STF.

A questão foi discutida recentemente pelo Supremo ao menos quatro vezes. Em 2016, quando houve decisões temporárias nas ações que estão sendo julgadas, por 6 votos a 5, a prisão em segunda instância foi autorizada. De 2009 a 2016, prevaleceu o entendimento contrário, de modo que a sentença só poderia ser executada após o Supremo julgar os últimos recursos.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o julgamento terá impacto na situação de 4,8 mil presos com base na decisão do STF que autorizou a prisão em segunda instância. Os principais condenados na Operação Lava Jato podem ser beneficiados, entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), no caso do tríplex do Guarujá (SP), além do ex-ministro José Dirceu e ex-executivos de empreiteiras.

Municípios
Últimas notícias
Banner lateral interna posição 3
Mais lidas
Adsense lateral interna posição 5