A apuração dos últimos seis estados que ainda precisavam definir governadores em segundo turno neste domingo (25) fechou um balanço amplamente favorável a nomes inclinados à direita: 21 governadores estão nesse espectro político, contra seis alinhados à esquerda.
No Acre, Distrito Federal, Espírito Santo e Tocantins, as vitórias de Mailza Assis (PP), Celina Leão (PP), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Vicentinho Júnior (PSDB), respectivamente, acrescentaram as fileiras da direita, enquanto o triunfo de Omar Aziz (PSD) no Amazonas e de Cadu de Lula(PT) no Rio Grande do Norte aumentaram a base alinhada ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente pela quarta vez.
Em 2022, a esquerda ocupava nove governos estaduais. A virada deste ano está na conta de capixabas, maranhenses e paraenses, que elegeram opositores de Renato Casagrande (PSB), Carlos Brandão (PSB) e Helder Barbalho (MDB) para comandar os executivos estaduais.
O número mostra que há nos estados um fenômeno similar de avanço da oposição como visto no Congresso Nacional, em que o PL de Flávio Bolsonaro terá 121 deputados e 29 senadores.
A esquerda manteve a tradição de estar concentrada no Nordeste, com cinco dos nove estados. Já a direita domina por completo o Sudeste, Centro-Oeste e Sul –neste último, os três governadores serão do PL: os eleitos Sergio Moro (Paraná) e Luciano Zucco (Rio Grande do Sul) e o reeleito Jorginho Mello (Santa Catarina).
Os três maiores estados em população – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – também voltaram a repetir uma tendência que se mantém desde 2018, mantendo nomes da direita no comando: respectivamente, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Douglas Ruas (PL).