Turismo Brasil
Fim da 6x1 faz turismo redesenhar operações às vésperas da temporada de verão
Empresários cogitam contratações e adaptam negócios para atenuar possível alta nos custos
26/10/2026 07h53
Por: Portal SRN Fonte: Folha de São Paulo
Trabalhadora arruma quarto no resort Le Canton, em Teresópolis (RJ); local adapta operações antes do fim da 6x1 - Divulgação Le Canton

O fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de folga por semana) faz o turismo redesenhar operações às vésperas da temporada de verão, que costuma movimentar o setor. A nova legislação entra em vigor em meados de dezembro —mês inicial da estação de calor.

Parte dos hotéis, bares e restaurantes cogita contratar funcionários para compensar os impactos da medida. Isso tende a aumentar os custos para as empresas e pode gerar repasses para o consumidor, segundo representantes do setor.

Os empresários, contudo, avaliam que o impacto pode ser atenuado por mudanças em processos internos de gestão dos negócios.

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Dados do Ministério do Trabalho e Emprego analisados pelo economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, sinalizam que a 6x1 é mais comum em atividades ligadas ao turismo do que em outros setores da economia brasileira.

Ao final de 2025, a escala alcançava cerca de 50% dos empregos formais em transporte aéreo (53,2%), alojamento (52%) e alimentação (47,1%).

Consultada sobre o fim da 6x1, a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) disse que não iria se manifestar.

HOTÉIS FALAM EM SIMPLIFICAR PROCESSOS

No caso dos hotéis, a mudança pode gerar uma simplificação de operações, avalia Lopes.

Segundo ele, a substituição de refeições à la carte por bufês é uma das medidas estudadas para diminuir a demanda por garçons.

Outra eventual ação é suspender a arrumação de quartos aos domingos, exceto em caso de entrada de hóspedes.

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A simplificação dos processos, contudo, tende a ser mais difícil ou até inviável para hotéis de luxo. "Isso tem que ser estudado de acordo com a região, de acordo com o valor da diária. Não é simples", diz Lopes.