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Prévia da inflação sobe 0,32% em outubro
IPCA-15 desacelera ante os 0,70% de setembro e acumula 4,62% em 12 meses; alimentos pressionam e energia elétrica ajuda a conter
23/10/2026 10h13
Por: Portal SRN
Foto: Reprodução

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,32% em outubro, uma desaceleração em relação à alta de 0,70% em setembro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto ‌Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isso, o indicador acumula avanço de 4,15% no ano e de 4,62% em 12 meses.

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A pesquisa da Reuters indicava alta de 0,43% em outubro e avanço de 4,73% em 12 meses.

Alimentação pressiona

Dos nove grupos pesquisados, oito tiveram alta em outubro. Alimentação e bebidas registrou a maior variação, de 0,88%, e também a maior contribuição para o índice, de 0,19 ponto percentual.

A pressão veio principalmente das compras para consumo dentro de casa, que subiram 1,01%, ante 0,38% em setembro. Entre os itens que mais chamaram atenção no mês:

  • Altas: tomate (+24,54%), cebola (+13,63%), batata-inglesa (+10,96%) e arroz (+5,80%)
  • Baixas: cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%).

A alimentação fora de casa também acelerou, de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro. O preço das refeições subiu 0,61%, enquanto os lanches tiveram aumento de 0,66%.

Conta de luz alivia

Habitação foi o único grupo a registrar retração em outubro, de 0,10%, após alta de 2,07% em setembro.

O recuo foi puxado pela energia elétrica residencial, que caiu 0,89% com a mudança da bandeira tarifária amarela para a verde, que eliminou a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos nas contas de luz -no mês anterior, a energia havia subido 7,42%.

Entre os demais destaques:

  • Transportes: alta de 0,05%. Os combustíveis subiram 1,20%, com avanço de 3,70% no diesel, 2,73% no etanol e 0,92% na gasolina. Já as passagens aéreas recuaram 9,24% e exerceram a maior pressão negativa individual sobre o IPCA-15
  • Despesas pessoais: avanço de 0,55%, com altas de 4,30% em cinema, teatro e concertos, 2,18% em pacotes turísticos e 0,62% no empregado doméstico
  • Vestuário: alta de 0,53%. Calçados e acessórios subiram 0,86%, roupas infantis, 0,79%, e roupas masculinas, 0,60%
  • Comunicação: avanço de 0,43%
  • Artigos de residência: alta de 0,28%, abaixo dos 0,55% de setembro. TV, som e informática avançaram 0,89% e mobiliário, 0,73%
  • Saúde e cuidados pessoais: aumento de 0,15%. Produtos óticos subiram 1,39%, serviços laboratoriais e hospitalares, 0,72%, e planos de saúde, 0,42%
  • Educação: alta de 0,09%. Cursos diversos avançaram 0,48%, leitura, 0,24%, e papelaria, 0,15%

Entre as regiões pesquisadas, Belém teve a maior inflação em outubro, de 0,76%, puxada pelo tomate e pela energia elétrica. Curitiba foi a única área com deflação, de 0,27%, com baixa nas passagens aéreas e na tarifa de água e esgoto. Em São Paulo, o IPCA-15 subiu 0,34% no mês e acumula 4,90% em 12 meses.