Educação Enem
Eleições, conflitos e mais: quais temas podem cair na redação do Enem?
Diretor pedagógico explica como temas que estiveram “quentes” nas salas de aula podem influenciar no tema da prova, que será aplicada nacionalmente nos dias 8 e 15 de novembro
20/10/2026 06h50
Por: Portal SRN
Foto: Reprodução

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2026 ocorrerá nos dias 8 e 15 de novembro. A redação é uma parte importante dessa prova, que analisa a educação em todo o país, por isso é necessário ficar atento aos possíveis temas que podem ser exigidos no teste.

O ano foi marcado por grandes acontecimentos mundiais, como guerras, relações geopolíticas conflituosas, questões climáticas e, no Brasil, as eleições inflamadas e polarizadas.

Para o diretor, é pouco provável que a proposta da redação seja centrada no pleito em si, em candidaturas ou no resultado das urnas.

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"Seriam mais compatíveis com o perfil do exame temas como os desafios para o enfrentamento da desinformação política, a participação dos jovens na democracia, a sub-representação de determinados grupos, a violência política contra as mulheres, a polarização, a confiança nas instituições ou a influência das plataformas digitais na formação da opinião pública", aponta.

Entre os temas que podem cair em relação às eleições estão as mudanças que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fez em suas normas em relação ao uso de inteligência artificial, identificação de conteúdos sintéticos e enfrentamento de deepfakes e notícias falsas e descontextualizadas.

"Isso não significa que a redação tratará desse assunto, mas mostra que estamos diante de um problema público concreto, e não de mera especulação pedagógica", diz ele.

Temas dos anos passados

O profissional relembra os temas de redação do Enem nos últimos anos: em 2022, a prova abordou a valorização de comunidades e povos tradicionais; em 2023, a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher; em 2024, a valorização da herança africana; e, em 2025, as perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira.

Renato explica que esses temas são atuais, mas não correspondem às manchetes que estavam em alta naquele momento. "O exame costuma se afastar um pouco do ruído cotidiano para enxergar um problema estrutural. Minha recomendação, portanto, é que o estudante acompanhe as eleições, mas estude sobretudo a democracia", afirma.