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Flávio aciona TSE contra “campanha do medo” com fake news em massa pró-Lula
Multa pode ser de R$ 50 mil por publicação caso a Justiça decida a favor; ação pede ainda cassação da chapa de Lula e Alckmin
09/10/2026 07h07
Por: Portal SRN Fonte: CNN Brasil
Foto: Reprodução

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou na noite desta quinta-feira (8) uma ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o presidente Lula (PT).

A ação detalha a atuação de uma rede organizada de perfis do Instagram ligada à reeleição do petista de espalhar fake news para produzir o que a equipe do presidenciável do PL classifica como uma “campanha do medo”.

As publicações falam, por exemplo, que Flávio Bolsonaro iria privatizar o SUS (Sistema Único de Saúde), acabar com o Bolsa Família, extinguir o 13º, fazer cortes no programa Farmácia Popular, congelar aposentadorias, dar um golpe de Estado e implementar uma ditadura, impor uma jornada de trabalho de 16 horas por dia e uma escala de “7x0” e que a interferência dos Estados Unidos na eleição brasileira é um fato consumado.

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A petição de 196 páginas foi dirigida à Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral e pede, em caráter liminar a suspensão de 32 perfis apontados como "núcleos de produção de desinformação".

"Esta ação não trata de uma publicação infeliz, de uma crítica áspera ou de um exagero próprio do embate eleitoral. Trata de uma engrenagem", afirma a petição.

A ação também pede:

O centro da acusação é a "collab", ferramenta do Instagram que permite que até seis perfis assinem a mesma publicação. Com ela, o post aparece na página de todos os coautores, soma as audiências e ganha mais impulso do algoritmo.

A defesa de Flávio diz que a ferramenta é lícita, mas afirma que ela vem sendo usada como "multiplicador industrial de conteúdo falso ou gravemente descontextualizado".

Os advogados dizem ter coletado 2.856 publicações de 146 perfis entre a 0h de 5 de outubro e 14h28 de 7 de outubro e acusam a existência de 46 perfis de grande alcance da militância digital pró-Lula e ainda acrescentaram os 100 perfis que mais aparecem com eles em collabs.

O resultado é o que a ação chama de "núcleo de desinformação" com 218 publicações, das quais 24 foram classificadas como falsas e 194 como "descontextualizadas sem confirmação".