O Dia das Crianças irá aquecer o setor varejista em 2026. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que a data, celebrada em 12 de outubro, deve movimentar R$ 9,27 bilhões, cifra que, se confirmada, representará um aumento de 1,8% em relação ao ano passado.
O crescimento tímido é influenciado pela inflação elevada e maior taxa de juros. Além disso, o percentual de famílias endividadas chegou a 82%, o maior nível da série histórica da pesquisa da CNC, iniciada em 2010, o que prejudica o poder de compra.
Apesar do cenário, José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, observa sinais que renovam as perspectivas do setor.
"Embora o ambiente ainda exija cautela de empresários e consumidores, a trajetória de redução da taxa de juros, mesmo que tardia, fortalece a confiança em condições mais favoráveis para o crescimento, o investimento e a geração de empregos. A expectativa é que o Dia das Crianças impulsione bons resultados para as empresas e contribua para dinamizar a economia, criando um ambiente mais propício neste último trimestre”, avalia.
Assim como no ano passado, o segmento de artigos de uso pessoal e doméstico, que concentra a venda de brinquedos, será o grande destaque, respondendo por 39% do volume projetado, o que equivale a R$ 3,62 bilhões. Os ramos de hiper e supermercados aparecem em seguida, concentrando 28% das vendas (R$ 2,63 bilhões), acompanhados pelo segmento de vestuário e acessórios (R$ 1,35 bilhão).
A inflação em patamares ainda elevados deve aumentar o preço dos itens típicos do Dia das Crianças. A expectativa, baseada em dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), é que o preço médio da cesta composta por 11 grupos de bens e serviços relacionados à data apresente variação de 6,7% em 2025.