O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (5) que "nenhuma pretensão de poder pode prevalecer sobre a soberania popular, a ordem constitucional e a democracia". A declaração foi feita na abertura da Semana da Constituição de 2026, em meio a tensões internas na Corte e ao desgaste provocado pelo caso Banco Master.
Ao longo do discurso, Fachin disse que "nenhuma democracia nasce pronta e nenhuma se conserva por inércia".
"A Constituição é o chão comum de uma casa onde divergimos sem nos destruirmos. Ela não elimina o dissenso; oferece-lhe território, ferramentas e regras", declarou.
O ministro também defendeu a atuação institucional do Supremo e a colegialidade. Segundo ele, "guardar" a Constituição "não é possuir nem se assenhorar", e a jurisdição constitucional serve à democracia quando permanece "fiel ao espaço que a Constituição lhe concedeu".
Fachin afirmou ainda que "o Tribunal é maior do que tudo e do que todos". A fala ocorre no momento em que o presidente da Corte tenta reduzir as tensões entre os ministros.
Nas últimas semanas, ele adotou medidas para reforçar as regras de distribuição de processos e limitar atalhos em ações em andamento. As iniciativas se seguiram a uma série de decisões individuais e disputas internas, agravadas pelos desdobramentos do caso Banco Master e, mais recentemente, pelo embate entre STF e TSE durante a campanha eleitoral.