A Arquidiocese de Teresina divulgou, nesta terça-feira (29), orientações aos católicos para as eleições de 2026, que acontecem neste domingo (4). O documento, assinado pelos padres Amadeu Matias e Osório T. Neto, vigários gerais, destaca o papel da fé cristã na construção da cidadania e reforça a neutralidade da Igreja Católica no pleito.
"A Igreja católica não tem partido político, nem candidato, mas ela é uma voz política. Seu lado é o do Evangelho de Jesus Cristo, vida plena para todos. Por isso, a Doutrina Social é constitutiva dos ensinamentos eclesiais e ela deve reger nossa prática cristã", diz a publicação, que vedou o uso da instituição religiosa para fins políticos-eleitorais.
“Mesmo cabendo aos fiéis leigos a tarefa de animar as realidades no campo da política, repetimos: a Igreja Católica não tem candidato, nem partido político, por isso, não fale em nome da Instituição (Arquidiocese, Paróquia), da sua comunidade religiosa ou do seu grupo, escolhendo ou indicando determinado partido político ou candidato”, frisou.
Por fim, a Arquidiocese de Teresina orienta que os eleitores usem diversas fontes de informação para conhecer a história e o compromisso dos candidatos com políticas públicas voltadas para os mais pobres e para a preservação ambiental, lembrando que a participação cidadã exige fiscalização contínua dos eleitos e rejeita a indiferença.
“Não podemos basear nossas escolhas apenas em notícias das redes sociais. Infelizmente, muita coisa falsa tem se tornado um grande instrumento para espalhar mentiras. Por isso, é necessário conhecer a história dos candidatos. É tarefa importante escolher pessoas que sejam comprometidas com políticas públicas que favoreçam os mais pobres e o cuidado de nossa Casa Comum”, orienta a entidade.
A divulgação do documento ocorre após Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidente da República, acusar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de atuar na disseminação de notícias falsas sobre a possibilidade de seu eventual governo retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
A CNBB, por sua vez, divulgou uma nota negando qualquer envolvimento com a disseminação de notícias falsas sobre a polêmica envolvendo a Santa católica e afirmou que “mentira não se combate com outra mentira” ao rebater o presidenciável do PL.