Piauí 2026
Piauí ainda registra diversos casos de pessoas em situação análoga à escravidão; MPT resgata 40
Uma das pessoas resgatadas era um adolescente, menor de idade, de 17 anos.
12/09/2026 08h35
Por: Portal SRN Fonte: Guilherme Freire/Oito Meia
Imagem: Reprodução

Em pleno ano de 2026, o Piauí ainda enfrenta uma situação bastante delicada a ser enfrentada: pessoas que ainda trabalham em situação análoga à escravidão. Quem tem registrado estes casos é o Ministério Público do Trabalho. Há exatamente uma semana, um total de quarenta pessoas foram resgatadas após serem encontradas em condições análogas à escravidão.

Uma operação, que foi iniciada em agosto e concluiu com estes resgates agora no começo de setembro, mais precisamente entre 24 de agosto e o último dia 02 de setembro, resgatou essas pessoas nas cidades de Sussupara, Oeiras e Floriano. A ação foi realizada pelo Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI), pela Polícia Federal (PF), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Defensoria Pública da União (DPU).

Segundo o MPT-PI, pelo menos 22 deles foram resgatados trabalhando em obras de pavimentação e na construção de uma escola e de uma quadra esportiva. Em Floriano, oito pessoas estavam em situação degradante durante a extração de palha de carnaúba. E em Oeiras, outros dez foram resgatados em condições semelhantes durante atividades de extração de palha de carnaúba.

Continua após a publicidade

Uma das pessoas resgatadas era um adolescente, menor de idade, de 17 anos. Durante as fiscalizações, as equipes encontraram uma série de irregularidades. Segundo o MPT-PI, os trabalhadores não tinham acesso a instalações sanitárias adequadas, consumiam água imprópria para beber e não recebiam equipamentos de proteção individual (EPIs).

“Os empregadores precisam se conscientizar e oferecer condições mínimas de trabalho. Em todos os locais, tanto nas frentes de trabalho quanto nos alojamentos, as condições eram bastante precárias”, informou em entrevista à TV Clube o procurador do Trabalho Edno Moura, coordenador de Combate ao Trabalho Escravo do MPT-PI. Os fiscais também identificaram alojamentos superlotados e sem energia elétrica. Além disso, os trabalhadores faziam refeições e necessidades fisiológicas ao ar livre, segundo as equipes de fiscalização.