Levantamento do PoderData/Aya divulgado nesta quinta-feira (16) mostra que 17% dos eleitores brasileiros só escolhem um candidato na disputa presidencial por rejeitarem os demais. Para 61%, o voto é definido pelas propostas apresentadas pelas candidaturas.
O PoderData/Aya fez a seguinte pergunta: “Sobre sua opção de voto no 1º turno, qual é o motivo principal que o leva a escolher seu candidato?”
Os dados são de pesquisa realizada de 12 a 15 de julho. O estudo mostra empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual 2º turno nas eleições de outubro.
Os 17% dos eleitores que escolhem um candidato por exclusão –por rejeitarem todos os demais– são o público mais desejado por todos que estão na corrida pelo Planalto. Numa disputa apertada entre os 2 líderes das pesquisas (Lula e Flávio), reduzir um pouco a própria rejeição e pescar votos nesse grupo pode ser vital em outubro.
Quando se analisa a lista de candidatos que pontuam no 2º pelotão da pesquisa, todos estão posicionados no espectro político do centro para a direita. Os eleitores nesse grupo escolheram Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD, Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). Somam juntos 17%. Se são de centro-direita ou de direita, por que esses eleitores escolhem candidatos com poucas chances de vitória, quando há um nesse mesmo grupo ideológico (Flávio) mais competitivo? Possivelmente porque esses eleitores rejeitam tanto Lula como Flávio.
É pequena a possibilidade de Lula conquistar o voto de um eleitor de centro-direita ou de direita que vota em Renan, Caiado ou Zema. Para Flávio, tampouco é uma tarefa trivial, mas pelo menos está no mesmo campo ideológico. O desafio para o candidato do PL é encontrar uma forma de reduzir a rejeição ao seu nome nesse universo da direita que rejeita escolhê-lo para ser o próximo presidente.
O infográfico a seguir mostra o percentual de eleitores que escolheu cada candidato só por rejeitar todos os demais. Esses são os brasileiros que serão disputados por Lula e Flávio até o dia da eleição, em 4 de outubro.