Mais de 656 mil aposentados e pensionistas ainda não aderiram ao acordo do INSS para reaver descontos indevidos, embora já estejam aptos a receber.
Instituto informou que 656.920 beneficiários fazem parte desse grupo. Eles contestaram os descontos, tiveram os casos analisados e receberam sinal verde para a devolução.
Adesão depende de ação do segurado e libera o pagamento em até três dias úteis. O INSS diz que o número muda diariamente, conforme novas contestações são analisadas.
Até 22 de junho, o instituto havia registrado 6.614.939 contestações e devolvido cerca de R$ 3,2 bilhões a 4.764.946 beneficiários. As demais 1.849.993 contestações estavam em análise inicial ou foram encerradas após a apresentação de documentos pelas entidades responsáveis pelos descontos.
Ressarcimento vale para descontos não autorizados feitos entre março de 2020 e março de 2025 em benefícios pagos pelo INSS. O acordo foi homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em julho de 2025, e os pagamentos começaram naquele mês.
Beneficiário pode consultar a situação no aplicativo ou site Meu INSS, pela Central 135 ou em uma agência dos Correios. A adesão também é feita por esses canais, e a Central 135 atende de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Indígenas, quilombolas e pessoas com mais de 80 anos recebem o ressarcimento automaticamente na folha de pagamento. O INSS afirma que não envia links, SMS ou mensagens de WhatsApp pedindo dados pessoais, senha ou biometria e não cobra taxa para devolver os valores.