Em 2025, 57,4% das pessoas com 25 anos ou mais no país haviam concluído a educação básica obrigatória — ou seja, possuíam ao menos o ensino médio completo. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (19).
A realidade educacional, porém, varia conforme a região geográfica. O Nordeste permanece como a única região na qual menos da metade da população adulta possui a educação básica concluída, registrando um índice de 47,7%.
O cenário contrasta com outras localidades onde as taxas são mais elevadas, como o Sudeste (63,1%) e o Centro-Oeste (61%). Por sua vez, a região Norte, que em 2022 estava abaixo dos 50%, apresentou melhora e alcançou a marca de 53,9% em 2025.
A parcela da população brasileira de 25 anos ou mais que não concluiu a educação básica obrigatória soma 42,6%.
Esse grupo engloba desde cidadãos sem nenhuma instrução formal até aqueles que interromperam os estudos no meio do caminho:
No recorte de gênero, as mulheres no país continuam apresentando maior nível de instrução que os homens. Em 2025, 59,4% delas haviam concluído a educação básica, contra 55,2% do público masculino.
Sob o parâmetro racial, a desigualdade histórica persiste: enquanto 64,9% das pessoas brancas concluíram o ciclo básico obrigatório, o percentual cai para 51,3% entre pretos e pardos — uma diferença de 13,6 pontos percentuais que evidencia os desafios estruturais do acesso à educação no país.