Economia Brasil
Mesmo com corte, Brasil tem o maior juro real do planeta
Taxa real brasileira fica em 9,67% ao ano, acima da Rússia, que ocupa a 2ª posição com 9,31%, segundo estudo da Lev Intelligence
17/06/2026 19h35
Por: Portal SRN Fonte: Poder 360
Imagem: Reprodução

O Brasil continuará com a maior taxa de juros reais do mundo mesmo depois da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) desta quarta-feira (17), que reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano.

Levantamento da Lev Intelligence em parceria com a MoneYou mostra que, no cenário de corte de 0,25 p.p., a taxa de juros real ex ante do Brasil fica em 9,67% ao ano, acima da registrada pela Rússia, de 9,31%, que aparece na 2ª colocação do ranking mundial.

O estudo considera os juros projetados para os próximos 12 meses descontados da inflação esperada para o período. A metodologia utiliza a taxa de DI (Depósito Interbancário) de 1 ano como referência para o Brasil e instrumentos equivalentes nos demais países, além das projeções de inflação das autoridades monetárias locais.

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A Turquia aparece em 3º lugar, com juros reais de 5,57% ao ano, seguida por México (5,10%) e África do Sul (3,74%). A média dos 40 países analisados é de 1,65% ao ano.

Segundo a Lev Intelligence, a manutenção do Brasil na liderança se dá mesmo com o início do ciclo de flexibilização monetária porque a distância para a Rússia permanece confortável. 

O estudo afirma que não há alteração das posições do ranking nos diferentes cenários considerados para a reunião do Copom, uma vez que a piora das perspectivas de inflação em diversas economias reduziu os juros reais em outros países e ampliou a vantagem brasileira.

A instituição informa ainda que o conflito entre Irã e Estados Unidos elevou as projeções globais de inflação para os próximos 12 meses e levou bancos centrais a adotarem uma atitude mais conservadora. Apesar disso, avalia que um eventual acordo entre os países pode alterar a dinâmica inflacionária nos próximos meses.

Em termos nominais, o Brasil ocupa a 4ª posição entre os 40 países pesquisados, com taxa de 14,25% ao ano, atrás apenas de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14,5%).

O ranking foi elaborado pelo economista-chefe da Lev Intelligence e da MoneYou, Jason Vieira, com dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) e dos bancos centrais das economias analisadas.