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Alta dos combustíveis se manterá mesmo com fim da guerra e já ameaça voos
Desde janeiro, o querosene de aviação acumula alta de 54,5%.
14/06/2026 10h41
Por: Portal SRN
Caminhão de combustível abastece avião no aeroporto de Congonhas, em São Paulo Imagem: Alexandre Saconi

Este é o consenso entre diversos executivos e líderes do setor aéreo durante a Assembleia Geral Anual da Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo, na sigla em inglês).

A indústria aérea já trabalha com a perspectiva de que os combustíveis permanecerão em patamares elevados nos próximos meses, mesmo se houver uma redução das tensões no Oriente Médio.

O fechamento do Estreito de Hormuz causou um impacto no abastecimento de petróleo nos principais mercados globais, que deve ser sentido por um longo período ainda. Diante da escassez da matéria-prima, é comum que o petróleo que está sendo fornecido seja refinado para resultar em outros combustíveis, como a gasolina.
 
Desde janeiro, o querosene de aviação acumula alta de 54,5%. Após os sucessivos aumentos, em junho a Petrobras reduziu o combustível em 14,2% a partir do dia 1º, reflexo da mudança nos preços mundiais.

Antes do começo do conflito no Oriente Médio, cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás passava pelo Estreito de Hormuz.

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Diante desse cenário, empresas já passaram a mudar suas rotas, optando por abandonar trechos menos lucrativos, por exemplo.

Problema é o preço, não a oferta

A crise no Oriente Médio elevou os custos do setor aéreo, mas não deve provocar uma escassez global de combustível para aviação, segundo a Iata.

"O desafio é o custo do combustível, não sua disponibilidade", afirmou o diretor-geral da entidade, Willie Walsh. Segundo ele, os temores de falta de querosene de aviação, o combustível usado nos aviões, diminuíram nas últimas semanas à medida que refinarias em diferentes regiões ampliaram a produção para compensar as perdas registradas no Oriente Médio.