
Este é o consenso entre diversos executivos e líderes do setor aéreo durante a Assembleia Geral Anual da Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo, na sigla em inglês).
A indústria aérea já trabalha com a perspectiva de que os combustíveis permanecerão em patamares elevados nos próximos meses, mesmo se houver uma redução das tensões no Oriente Médio.
Antes do começo do conflito no Oriente Médio, cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás passava pelo Estreito de Hormuz.
Diante desse cenário, empresas já passaram a mudar suas rotas, optando por abandonar trechos menos lucrativos, por exemplo.
A crise no Oriente Médio elevou os custos do setor aéreo, mas não deve provocar uma escassez global de combustível para aviação, segundo a Iata.
"O desafio é o custo do combustível, não sua disponibilidade", afirmou o diretor-geral da entidade, Willie Walsh. Segundo ele, os temores de falta de querosene de aviação, o combustível usado nos aviões, diminuíram nas últimas semanas à medida que refinarias em diferentes regiões ampliaram a produção para compensar as perdas registradas no Oriente Médio.