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Decisão de 'taxa das blusinhas' foi política e desagradou a equipes técnicas que veem prejuízo a comércio
Técnicos da Fazenda e do Desenvolvimento alertam para prejuízos aos pequenos comerciantes
13/05/2026 09h05
Por: Portal SRN
Imagem: Reprodução

A decisão do presidente Lula de revogar a tributação das compras internacionais de até US$ 50 (R$ 245) em sites estrangeiros, a chamada "taxa das blusinhas", foi política e desagradou às equipes dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Os técnicos veem prejuízos sobretudo para os pequenos comerciantes com a isenção do imposto de 20%. O grande varejo tem competitividade, dizem, mas os pequenos comerciantes e fabricantes, que são tributados no Brasil, não têm condições de concorrer com as plataformas internacionais.

Muitas dessas lojinhas espalhadas por todo o país não compram as roupas das plataformas, como Shein, Shopee e AliExpress, mas sim também de pequenos negócios. É um problema em escala.

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O povão eleitor do presidente nunca aprovou a medida mas, na avaliação dos técnicos, pode acabar pagando o preço amanhã com desemprego. Os argumentos contra a revogação do imposto não convenceram o presidente. Ele preferiu ouvir o recado dos levantamentos de pesquisas de intenção de voto, o barulho das redes sociais, a primeira-dama Janja da Silva e o ministro Sidônio Palmeira, da Secom (Secretaria de Comunicação).

Depois de o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ter defendido a medida e de Lula ter comprado o desgaste, às vésperas da campanha, bateu o desespero.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula nas eleições, estava articulando derrubar a taxa via o Congresso. Lula quis tomar para si a narrativa: taxou e está agora retirando o imposto para tentar reconquistar o pessoal da baixa renda.

Mas a medida é ruim e vem no improviso eleitoral. Este ano vai ser dureza e está claro que a oposição escolheu os impostos como tema para fustigar Lula. Vem mais por aí.