Levantamento conduzido pelo Centro de Inteligência em Agravos Tropicais, Emergentes e Negligenciados da UFPI, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí, aponta que o mês de maio deve ser o mais mortal nos casos de dengue no Piauí.
A análise técnica foi baseada em dados epidemiológicos de casos registrados entre 2003 e 2025. O resultado apresentado indica um pico maior nos meses de abril e maio, com 25 e 26 casos, respectivamente.
“Quando nós observamos alguns casos mais graves chegando, resolvemos checar estatística e percebemos que o risco de morte está concentrado nesses dois meses. Agora é momento de muita atenção, muito cuidado, principalmente se você pensar que as chuvas iniciaram duas semanas depois do que o habitual, a gente vai ter o deslocamento dessa mortalidade para o mês de maio, onde estamos agora. Então é preciso que as pessoas tenham muita atenção não só para os cuidados preventivos do Aedes, em 10 minutos na semana você consegue limpar sua casa”, explica o infectologista Carlos Henrique Nery.
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Segundo o infectologista, o mês de maio carrega uma preocupação maior devido à proliferação ocorrida em meses anteriores. Ele explica que, com a diminuição das chuvas, os reservatórios secam e, na borda deles, ficam os ovos do mosquito, que resistem ao período mais seco.
Com a primeira onda já tendo ocorrido, com insetos adultos gerando cerca de 100 filhotes por fêmea, a nova onda pode vir com mais força, com insetos tendo ciclo de vida de 30 a 40 dias.
“Nisso que o inseto prolifera vem o vírus atrás. Vem a primeira onda de insetos lá em dezembro, janeiro e fevereiro. Vem a expressão do vírus e a doença grave aparece. Então começa tudo no início do ano e esse trabalho devia ser prevenido nos meses precedentes para não chegarmos à crise atual”, conta.